Nesse final de tarde vi rolar-te pela face válida de vulto triste uma quente lágrima, salgada e solitária. Soube que estavas triste. Soube que a culpa era minha. Ou, se não era, haveria de ser - porque, nessa altura, os nossos caminhas ainda haveriam de se cruzar...
14/03/2009
Se não estava, haveria de estar...
Lembro-me como se fosse ontem do vulto que era como o teu em frente àquela janela do outro lado da rua. Poderia não me lembrar, porque já passou algum tempo, muito tempo, tempo de mais até para todos os iogurtes de todas as prateleiras de todos os supermercados de todo o mundo que entretanto se estragaram... todos. Mas lembro-te que era o teu vulto e não qualquer outro porque era teu. Era um vulto pálido, sereno, olhar distante no horizonte de navios, cruzeiros e cargueiros que, entretanto, haveriam de partir. Estava triste. E eu, ignorando a tristeza do teu vulto, sabia, lá no fundo sabia, apesar de não te conhecer, que haveria de ter culpas no cartório da tristeza do vulto que era teu. Estava escrito em todas as linhas! E, se não estava, haveria de estar.
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2 comentários:
um prazer...
voltarei (sem reticências)
obrigado pela visita...
é sempre bem-vinda!
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