14/11/2008
Por um dia, por uma noite...
Hoje o pesadelo foi sonhado. O sonho disse-me que te tive. Por um dia. O pesadelo disse-me que nunca te tive. E que te perdi. E no meu pesadelo sonhado, sonhei que te tive, que me amaste, que nunca te tive, que te perdi. E no meu sonho sonhado, tive-te perto, e abraçaste-me junto ao teu corpo, e quase me beijaste e senti-te afagar-me de perto o meu coração pequenino. E no meu pesadelo sonhado, só me amaste por um dia. Ou por uma noite. No dia seguinte, cheio de sol, de repente desabou toda a chuva do mundo. Já não me amavas. Foi por um dia. Ou por uma noite. E deixaste de me amar. E depois veio a tristeza. O pesadelo sonhado ficou. O sonho sonhado esqueceu-se de sobreviver, escondeu-se de tímido no seu esconderijo quadrado fechado a oito chaves. Cada dia passa, mas o meu coração continua a bater por ti. Ora de paixão. Ora de apaixonada raiva. Ora em batidas pequeninas de tristeza. Ora de alegria por saber que, pelo menos por um dia, ou por uma noite, o sonho foi sonhado.
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